domingo, 12 de maio de 2013

BMW 528i adota motor menor, mas mantém reputação intacta.


Bloco 2.0 turbo, com 245 cavalos, põe em xeque existência do 6 cilindros.
Luxo e conforto foram mantidos, mas paddle shift é ausência lamentável.
BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)Assim como a China e as mulheres, os motores de 2 litros turbinados vão dominar o mundo. Quase todas as fabricantes têm um. Volkswagen e Audi animam donos de hatches médios, sedãs, peruas e até SUVs com seu 2.0 TFSI, de 211 cavalos – a Volvo faz o mesmo, mas com um propulsor de 240 cv. O Land Rover Evoque, atual queridinho dos endinheirados descolados, encanta ingleses, alemães e brasileiros graças, além do design, a um 2.0 sobrealimentado (240 cv). Já a Mercedes-Benz escolheu para o CLA, principal lançamento da marca nos últimos anos, justamente um 2 litros turbo, de 211 cv.Por ora, tal combinação é a que tem se revelado como mais certeira na sonhada (e agora mais realista) tarefa de aliar desempenho a economia de combustível – o já bem conhecido downsizing.

A BMW também tem o seu, e usa e abusa do bloco de 1.997 cm³. O versátil motor, apoiado na tecnologia Twin Scroll (com turbina única de geometria variável e saída dupla) e gerador de 184 a 245 cv, presta seus serviços ao compacto Série 1, aos SUVs X1 e X3 e ao sedã Série 3. Supunha-se que este último fosse o limite: um sedã médio, de 4,62 m, é o máximo que um motor de 4 cilindros pode empurrar satisfatoriamente.
Só que o Série 5, com seus 4,90 m, 2,97 m de entreeixos e uma carreira consolidada sobre blocos de 6 e 8 cilindros, mostra que sedãs executivos não serão penalizados ou esquecidos por conta da era do downsizing – irreversível, certamente –, mas sim beneficiados por ela. Uma amostra disso está nos números: o 528i atual, com o 2.0 16V de 245 cv e 35,7 kgfm de torque, substitui o antigo, dotado de um 3.0 de 6 cilindros de 230 cv e 27,6 kgfm, com mais potência e menor consumo.
Não que seja a primeira vez que o Série 5 leva sob o capô um bloco de 4 cilindros. Desde a 1ª geração, de 1972, a marca oferece uma opção mais comedida do sedã, que invariavelmente sempre exerceu o papel de coadjuvante. Dessa vez, no entanto, a chance de assumir o papel de protagonista é grande.
Consumo x status
A aposta num motor menor, universalmente, tem como propósito a redução do consumo de combustível. No segmento premium do mercado brasileiro, porém, consumir menos gasolina não é um objetivo, e sim uma consequência de pouca relevância. Donos de Série 5, que desembolsam R$ 224.950 pela versão 528i, não se importam com a conta alta do posto. Se importam, sim, com o status de ter um sedã executivo que esbofeteia a cara de admiradores, deixando claro que aqui tem dinheiro, classe e poder.
Nisso, o intermediário Série 5 (há ainda o presidenciável Série 7), seja com motor de um, dois, três ou quatro litros, com ou sem turbo, continua mestre. Desde o trânsito até à porta do restaurante, o respeito e admiração por quem está dentro do carro são notórios.
BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)
E a adoção de um motor menor não significa que o luxo interno também diminui. Dos tapetes de veludo, passando pelo banco do motorista com ajustes elétricos e memória até o sistema de som de alta definição, tudo remete a altos níveis de requinte. Alguém que apelide o 528i de “Série 5 de pobre” estará provando que não entende de automóveis e, logicamente, que nunca entrou no carro.
A BMW pode não ser a mais brilhante na hora de elaborar um interior impactante, onde seu maior lampejo de criatividade é a alavanca de câmbio; ou ter adotado uma alternativa previsível e conservadora ao oferecer praticamente a mesma cabine para todos os modelos. Mas é uma das marcas mais competentes em conceber uma posição de guiar perfeita, com a relação entre volante, pedais e banco incorrigível.
Atrás, conforto e espaço em grau condizente com os anseios dos executivos que optarem por ter motorista e lá fizerem a maioria dos seus trajetos. Quanto ao visual, praticamente não há prejuízo em relação às versões mais caras. As rodas, de 18 polegadas, poderiam bem servir ao 535i, este montado num conjunto de 19 polegadas. Há quem diga que a atual geração tem estilo menos ousado que a anterior.
Como anda
245 cavalos de potência com média de 11,8 km/l sempre pareceu uma combinação quase utópica – sobretudo num carro desse porte. Pois unir números teoricamente antagônicos acaba sendo rotineiro para o 528i. A média combinada (estrada e cidade) alcançada pelo G1está longe dos otimistas 14,7 km/l divulgados pela BMW, mas ainda assim satisfaz quem espera um consumo mais comedido.
Têm responsabilidade nesse número o Start/Stop e o sistema Eco Pro, que muda os parâmetros de condução do veículo. Mas se este último recurso funciona de forma suave – embora o condutor sinta que perdeu o tempero do modo Sport tanto no volante quanto na suspensão e no acelerador –, o primeiro vibra expressivamente a cada vez que desliga e religa o motor no anda e para do insano trânsito urbano (paulistano, no caso). Basta uma hora ao volante para que o motorista desligue o sistema e se sinta aliviado (muito mais do que culpado por abrir mão de uma economia extra que, no fim das contas, representa pouco no cômputo total).
Bom moço na hora de beber gasolina, o 528i não se esquece de andar forte, mesmo com dois cilindros a menos. A oferta total dos 35,7 kgfm de torque aparece cedo, em 1.250 rpm. Há uma leve perda de força em altos giros na comparação com o 6 cilindros, mas o primoroso câmbio de oito marchas faz trocas rápidas e devolve o motor à rotação mais vigorosa.
Outra perda em relação ao “6 em linha” é o ronco, de muito mais personalidade e sedução no propulsor maior.
Apesar do tamanho, o 528i também sabe fazer curvas. Mas desligar seus controles é assumir que haverá “braço” o bastante para domar uma traseira que não se intimidará em sair do trilho. A direção de respostas afiadas também dá o tom numa tocada mais esportiva.
Portanto, há, além de economia, prazer ao volante. Ainda que vergonhosamente o 528i não ofereça paddle shifts atrás do volante. Se tal equipamento já faz falta no 118i, a ausência num automóvel de R$ 224.950 é ainda mais decepcionante.
Família democrática
A estreia do novo 528i levou a família a um rearranjo por aqui. O 550i, que começava em R$ 464,5 mil, sai de cena. Para os puristas que ainda preferirem um motor de 6 cilindros, o 535i, de 306 cv, 40,8 kgfm de torque e custando R$ 284.950, foi mantido. E o M5 segue como topo de gama, com seu V8 de 560 cv e etiqueta de R$ 529.950.
E assim fica a oferta do Série 5: do mais comedido ao mais brutal sem manchas na reputação.
BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)

sábado, 11 de maio de 2013

Avião de carga pega fogo em aeroporto da Indonésia.

Um avião de carga que transportava óleo pegou fogo quando era descarregado em um aeroporto da Indonésia nesta quarta-feira (8). Pelo menos uma pessoa ficou ferida.Avião que transportava óleo pega fogo em aeroporto da Indonésia; incêndio começou quando aeronave era descarregada (Foto: AP)Fortes chamas foram vistas no avião após o incêndio começar – o fogo foi iniciado depois que um barril com óleo caiu da aeronave enquanto era descarregado, segundo o Ministério dos Transportes. Bambang Ervan, porta-voz do ministério, disse que o tambor causou o fogo no avião, que estava no aeroporto da cidade de Wamena.
A polícia local informou que bombeiros começaram a extinguir as chamas rapidamente, mas o trabalho só terminou depois de duas horas. Testemunhas disseram ter ouvido uma explosão durante o incêndio.Fogo começou depois que tambor carregado com óleo caiu da aeronave (Foto: AP)Uma investigação envolvendo pelo menos sete pessoa foi iniciada. Piloto e copiloto serão ouvidos.
A única vítima seria um funcionário do aeroporto.Bombeiros tentam combater chamas em avião na Indonésia (Foto: AP)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Com guitarrista fora da turnê, Jon Bon Jovi nega briga por dinheiro.

Richie Sambora e Jon Bon Jovi se apresentam em Nova York em dezembro de 2012Jon Bon Jovi negou que o guitarrista Richie Sambora esteja fora da nova turnê do Bon Jovi por desentendimentos ou brigas por dinheiro.

"Não acredite no que você lê no "TMZ", porque isso é a coisa mais distante da verdade", disse o vocalista ao jornal "Austin American-Statesman".

O site de fofocas chegou a noticiar, semana passada, que o guitarrista tinha deixado a turnê após brigar com Jon Bon Jovi por dinheiro.

Oficialmente, a banda apenas divulgou uma nota dizendo que Richie estava fora das apresentações por "problemas pessoais".

"Eu acho que Richie está indo bem. Ficamos surpresos", acrescentou Jon Bon Jovi. "Tivemos um telefonema dizendo que ele não estaria lá no dia do show. É uma questão pessoal."

Sambora não revelou detalhes por trás de sua saída da turnê, mas agradeceu aos fãs pelo apoio durante sua ausência nos shows.

"Obrigado a todos por sua preocupação. Estou bem, mas tive que ficar em Los Angeles para cuidar de um assunto pessoal. Amo vocês e nos veremos muito em breve", escreveu no Twitter.

Bon Jovi fará shows no Reino Unido no verão europeu, em Londres e na Irlanda. Fontes afirmam que Sambora estará de volta ao posto até lá.

Primeiras impressões: Toyota RAV4 2.0 4x2 e 2.5 4x4.

Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)Basta encarar por dez segundos o novo RAV4 e dar duas voltas no quarteirão para se ter uma noção de como será a próxima geração do Corolla, que estreia por aqui no ano que vem. A explicação é simples: a Toyota vai, paulatinamente, aplicando a nova diretriz estética em todos seus veículos ao redor do mundo e, em território brasileiro, começa com o SUV. No mais, uma das novidades mecânicas nesta quarta geração do RAV4 será, fatalmente, aplicada no sedã.
Além do novo visual, o RAV4 estreia novos motores: o 2.0, de 145 cavalos e 19,1 kgfm de torque, vem acoplado a uma transmissão do tipo CVT; já o 2.5 vem com 179 cv e 23,8 kgfm de torque, combinado a um câmbio automático de seis marchas. Mais uma vez, enxerga-se o Corolla nas entrelinhas: assim como o SUV abandonou o arcaico câmbio de quatro marchas, o sedã fará o mesmo, usando o mesmo equipamento de seis velocidadesAr-condicionado digital sim, GPS não
Por R$ 96,9 mil, a versão de entrada do RAV4, 2.0 4x2, traz entre os principais equipamentos ar-condicionado, direção hidráulica, CD player com conexão Bluetooth, USB e auxiliar; volante e manopla do câmbio em couro, volante com comandos do rádio, airbag duplo, faróis de neblina, sensor de estacionamento e ABS com distribuição eletrônica de força de frenagem (EBD) e sistema de assistência em frenagem de emergência (BAS).
Saltar para a configuração 2.0 4x4 não significa necessariamente preferência por um carro com tração nas quatro rodas. Aliás, o equipamento mais inútil para 99% dos futuros proprietários do RAV4 (e seus concorrentes, logicamente) é a tração 4x4. Custando R$ 109,9 mil, o que a configuração intermediária acrescenta de relevante para esses clientes são justamente itens que aumentam o conforto dos ocupantes, como ar-condicionado digital dual zone, tela de 6,1 polegadas que agrega sistema de som e câmera de ré, bancos dianteiros com aquecimento (sendo o do motorista ajustável eletricamente), revestimento interno em couro, controle de velocidade de cruzeiro, retrovisor interno eletrocrômico, destravamento das portas por proximidade da chave e sistema de ignição por botão. A segurança também aumenta, com airbags laterais e de cortina.
No RAV4 topo de linha, que custa R$ 119,9 mil, o único elemento acrescentado à lista de equipamentos é o teto solar elétrico. O diferencial, mesmo, é o motor 2.5 e o câmbio automático, e não CVT.
Embora seja um rol de itens satisfatório, falta um componente cada vez mais elementar, especialmente nessa faixa de preço: mesmo na versão mais cara, não há GPS, utilidade presente nos rivais Honda CR-V, Hyundai iX35 e Kia Sportage.
Impressões
Após cerca de 200 km em companhia da quarta geração do RAV4, é clara sua evolução em relação ao modelo aposentado (constatação aparentemente óbvia, mas que vez ou outro foge à regra). O novo RAV4 não é apenas melhor que o antigo, mas muito melhor. A começar pelo estilo mais esportivo, esguio e que tem como principal virtude a abolição do estepe pendurado na porta traseira. Além de criar um visual mais limpo, é menos prejudicial em caso de colisão traseira.
Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)
Internamente, encontra-se acabamento caprichado, embora de apresentação discreta. Os materiais escolhidos são de boa qualidade, especialmente o revestimento do banco, quando em tecido. Não à toa, há uma notória semelhança com o arquirrival CR-Vem relação à disposição dos equipamentos (repare na posição do ar-condicionado, por exemplo), tamanho das peças e escolha dos revestimentos. O volante tem praticamente os mesmos adornos e tamanho de botões.
O painel tem ótima visualização – outro item parecidíssimo com o existente no CR-V –, com um enorme velocímetro ao centro. Sua leitura é fácil e a iluminação, exemplar. O que não se pode dizer do display do sistema de som da versão 2.0, de visualização praticamente impossível durante o dia.
A ergonomia também melhorou, graças a uma posição mais verticalizada na nova geração. O pequeno curso dos ajustes de altura e profundidade do volante, no entanto, não evoluiu. Destaque para o amplo espaço, inclusive no banco traseiro – mas que, assim como na frente, é ideal apenas para dois ocupantes.
2.0 ou 2.5?
É mais fácil argumentar a favor do motor 2.5 (experimentado pelo G1 por cerca de 60 km, em trecho apenas rodoviário), por ser consideravelmente mais potente que o 2.0 e casado com um câmbio mais adequado ao gosto de quem aprecia uma condução mais esportiva. Mas a Toyota está certa em imaginar que apenas 10% dos clientes do novo RAV4 vão fazer questão da versão com mais motor.
Isso porque o 2.0 com transmissão CVT, embora insosso, atenderá o propósito do público do RAV4. Seus pecados, afinal, não são tão graves para um carro dessa proposta: no modo manual, há um incômodo atraso entre o comando da alavanca e a efetiva troca da marcha. Sem contar uma leve desobediência quando o condutor decide passar uma marcha antes do que o sistema acha mais adequado. E não adianta insistir.
Na cidade, o CVT dá o troco, garantindo rodar mais suave. A estabilidade e o isolamento acústico também merecem elogios.
A Toyota espera vender 800 unidades do novo RAV4 mensalmente. Marca que equivale à quantia alcançada na soma de 2012 inteiro, ano em que o RAV4 agora aposentado emplacou 822 unidades, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores (Fenabrave). Caso atinja daqui até o final do ano o volume desejado, fechará 2013 com 6.400 vendas. Projetando as previsões para 2014, primeiro ano “cheio” do novo RAV4, serão 9.600 emplacamentos. Ao considerar o desempenho dos rivais em 2012 (e não há indícios de que o mercado de SUVs médios sofrerá declínios) o Toyota ficaria apenas na 4ª posição, atrás de Honda CR-V (14.890 unidades emplacadas no ano passado), Hyundai iX35(11.027) e Chevrolet Captiva (9.907), e à frente apenas do Kia Sportage (9.137).
Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)

terça-feira, 7 de maio de 2013

Um cinquentão em forma.

Trata-se do Boeing 707-138B (s/n 17702), matrícula 9Q-CLK, que no dia 26 de janeiro passado decolou de Miami para Kinshasa, com escalas em Natal (!) e Accra.
Depois de ter chegado à Florida em agosto de 2010 para manutenção – onde inusitadamente foi pintado com um padrão de cores imitando aquele de um dos protótipos do Boeing 787 – o ‘CLK tomou o rumo da República Democrática do Congo – DRC (ex-Zaire), onde opera como aeronave presidencial do Sr. Joseph Kabila.
Além de ser um fato por si só já especial, por tratar-se de um voo com um Boeing 707, dos quais restam em atividade pouco mais de 60 unidades, essa célula em especial merece destaque.Trata-se, com efeito, do jato comercial mais antigo ainda em atividade no mundo! (portanto, estamos excluindo aqui algumas unidades de KC-135E/R, mais antigos, ainda em voo). E mais: é um dos raros 707 da versão ‘138 dos quais foram fabricados apenas 13 exemplares, todos para a australiana QANTAS. 
O ‘138 é uma versão “long range” da série ‘120 (a primeira versão do 707) e com ele a Boeing atendeu aos requisitos da QANTAS que necessitava de uma aeronave de longo alcance para ligar Sidney à costa oeste dos Estados Unidos. 
Para tanto, a fabricante tomou a fuselagem da versão ‘120, encurtou-a em 3,05m para diminuir o peso vazio operacional e adicionou um tanque de combustível na seção central da fuselagem, aumentando a capacidade total de 51 mil para 65 mil litros. 
Essa foi a mais curta das versões do 707 (menor ainda alguns centímetros do que o B720), com um comprimento total de apenas 41m.
Mencione-se que outro ‘138B ainda voando é o famoso N707JT, do ator John Travolta, pintado nas cores antigas da QANTAS. Entretanto, o ‘707JT é bem mais “novo” do que o 9Q-CLK, tendo sido fabricado em 1964.Com o seu “roll out” da fábrica de Renton em 24 de julho de 1959 e primeiro voo em 08 de setembro daquele mesmo ano, o 9Q-CLK foi apenas o 64º 707 da linha de produção e tem, portanto, mais de 53 anos de atividade! Nada mal para uma aeronave pressurizada…Registrado como VH-EBG e recebendo o nome de batismo “City of Hobart”, operou pela flag carrier australiana em voos de passageiros, de outubro de 1959 até janeiro de 1968, quando foi vendido para British Eagle Airways, que o utilizou em voos charter desde o Reino Unido para a Europa continental e o Caribe. 
Após a liquidação da empresa, foi operar para a Laker Airways, em configuração única de 158 passageiros. Nessas duas companhias britânicas utilizou sempre a matrícula G-AWDG.Em 1978 o veterano foi registrado N600JJ e adquirido pela Charlotte Aircraft e transformado em aeronave VIP, tendo ido voar em 1981 para o Xeique saudita Abdallah Baroom.Em agosto de 1987 o s/n 17702 foi vendido para a Skyways Aircraft Leasing e quatro meses depois foi registrado como N707KS. 
Um fato interessante é que a Skyways era de propriedade do consórcio Aviation Management, no qual o Xeique saudita Salem Bin Ladem (irmão mais velho de Osama Bin Ladem) tinha uma participação e era o real “dono” do avião nessa época.Em 1990, ainda como N707KS, o avião mudou novamente de proprietário, agora a First City Texas Houston, que em 1992 alterou a matrícula de forma quase “subliminar” para N707SK (apenas alterando a ordem das últimas duas letras).Após pouco voar em quase 10 anos, passando a maior parte do tempo em um hangar em Kimnshasa, o ‘CLK foi visto em Lanseria, África do Sul, em agosto de 2007, pintado em cores marrom e creme, passando por uma reforma do seu luxuoso interior VIP. Esse trabalho foi efetuado pela FAAircraft.
Aproveitando a oportunidade que a aeronave encontrava-se na África do Sul, um grande credor do governo congolês residente naquele país, conseguiu uma ordem de arresto do 707 na justiça. 
Entretanto, em 01 de novembro de 2007 a aeronave simplesmente decolou “sorrateiramente” de Lanseria para Kinshasa, onde ficou a salvo da justiça sul africana e de um provável leilão para satisfazer o crédito de cerca de US$ 20 milhões.
O ano de 2008 parece ter sido um dos de maior atividade do 9Q-CLK a serviço do governo da DRC. Com e feito, entre alguns voos documentados do veterano, incluem-se:
  • 11-ABR-08: Levou o Presidente Joseph Kabila de Kinshasa para Lusaka, Zâmbia, para um encontro de mandatários da região, para resolver a disputa das eleições do Zimbabwe (o call sign quando o presidente está a bordo é “Congo 001”);
  • 13-ABR-08: Retorna com o Presidente Kabila de Lusaka para Lubumbashi (DRC);
  • 14-ABR-08: Voa de Lubumbashi para Kinshasa;
  • 15-ABR-08: Voando de Kinshasa para Ilha do Sal;
  • 07-AGO-08: Chega a Beijing com o Presidente Kabila, para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos;
  • 22-SET-08: Pousou à noite no Aeroporto JFK em Nova Iorque, trazendo o Presidente Kabila para a Assembléia Geral da ONU.
  • 06-NOV-08: Voa de Kinshasa para Nairóbi, levando Kabila para uma reunião sobre a crise humanitária na DRC.Em 10 de setembro daquele ano o 9Q-CLK efetuou o primeiro voo de experiência após mais de um ano desde sua chegada em Miami. 
    Aparentemente, vários problemas foram encontrados nesta sortida e a aeronave retornou ao aeroporto com o painel do engenheiro de voo “piscando feito uma árvore de natal”, no dizer de uma pessoa com acesso ao clássico 707.
    Depois de mais um ano de reparos, o s/n 17702 realizou mais três voos de testes entre o final de 2012 e início de 2013. No primeiro, um duto do ar-condicionado rompeu-se e a aeronave começou a perder pressurização. 
    A tripulação retornou para um pouso de emergência em Miami. No segundo teste, efetuado em 15 de janeiro de 2013, o sistema antiskid do freio das rodas falhou, levando ao estouro dos pneus no pouso. 
    A terceira tentativa, em 22 de janeiro, acabou prematuramente, pois um dos motores entrou em pane e teve de ser cortado, obrigando ao retorno ao aeroporto.
    Mesmo diante de tantos problemas, uma decisão foi tomada de levar a aeronave para Kinshasa, obtendo-se uma autorização da FAA (Federal Aviation Administration) para um único voo de ferry para a África.Assim, no dia 26 de janeiro último, o clássico cinquentão partiu definitivamente para sua casa, de Miami para a capital congolesa, escalando em Natal e Accra (Gana). 
    Veja abaixo um vídeo feito durante o táxi para decolagem. No dia 10 de fevereiro o 9Q-CLK foi visto no pátio de aeroporto N’djili, de Kinshasa, na área reservada a aeronaves do governo.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Porsche divulga as especificações dos modelos 911 Turbo e 911 Turbo S.

Porsche 911 Turbo  (Foto: Divulgação)A Porsche divulgou nesta sexta-feira (3) as primeiras imagens e as especificações técnicas do novo 911 Turbo e 911 Turbo S. Estas são as primeiras versões com turbocompressor da série 991 do modelo, que já tem o Carrera e o Carrera S de tração traseira.
O motor é um 3.8 de seis cilindros, com dois turbos de geometria variável e injeção direta, que produz 520 cavalos de potência no Turbo e 560 cv no Turbo S. O primeiro acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos, com o pacote opcional Sport Chrono, e o segundo faz em 3,1 segundos, com velocidade máxima de 318 km/h.
O modelo vem ainda com transmissão PDK de sete marchas e dupla embreagem. Junto com o sistema star/stop, ela permite redução de consumo de até 16% em relação às versões anteriores.Porsche 911 Turbo (Foto: Divulgação)Os dois lançamentos possuem esterçamento das rodas traseiras, que se movem levemente em direção contrária a das frontais em velocidades de até 50 km/h. A ideia é promover um encurtamento virtual de 250 mm do eixo, melhorando a performance em curvas. Já acima de 80 km/h, o sistema fica paralelo às rodas dianteiras, o que dá sensação de um carro mais comprido e amplia a estabilidade.
De acordo com a Porsche, os spoilers dianteiros e traseiros são configuráveis em três estágios diferentes para oferecer a performance que o motorista desejar.
O 911 Turbo estará disponível na Europa em setembro por 162 mil euros (R$ 427 mil). O 911 Turbo S chegará por 195 mil euros (R$ 515 mil).
Este ano marca o cinquentenário do emblemático 911, que atingiu cerca de 820 mil unidades produzidas em sete gerações diferentes.Porsche 911 Turbo (Foto: Divulgação)

domingo, 5 de maio de 2013

Avião sobrevoa escola e intoxica dezenas de crianças com inseticida em Goiás.


Alguns professores e dezenas de alunos ficaram intoxicados após um avião agrícola sobrevoar uma escola pública localizada no Assentamento Portal dos Buritis, às margens da GO-174, a 60 km de Paraúna, no sudoeste de Goiás durante a manhã desta sexta-feira (3).

O avião estava realizando o trabalho de combate às pragas com inseticida chamado engeo pleno. De acordo com informações do Corpo de bombeiros, no momento do sobrevoo, 122 crianças estudavam nas salas de aula da Escola Municipal de Tempo Integral Ponte de Pedra.segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), até o final desta manhã. cerca de 42 crianças foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Montividiu intoxicadas. Destas, 28 continuavam internadas no início desta tarde em estado regular. De acordo com o Samu, diversos alunos estavam vomitando e sentindo tonturas e fortes dores de cabeça, que segundo o órgão, é comum em casos de intoxicação.

Outras crianças e professores intoxicados foram atendidos no local, e logo em, seguida, liberados. Alguns foram socorridos pelos próprios pais e moradores da região.

O coronel Cléber Cândido, comandante do Corpo de Bombeiros da cidade de Rio Verde, afirmou que autoridades de saúde de cidades da região sudoeste se organizaram para reforçar o atendimento às crianças, mas apenas Montividiurecebeu os alunos intoxicados até o momento.
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