terça-feira, 14 de maio de 2013

Infraero planeja investir R$ 680 milhões em terminais de carga até 2017.

Estatal que administra os aeroportos brasileiros desde 1972 destinará quantia às obras para novos terminais de carga, reforma, ampliação, além de modernização dos já existentes e aquisição de novos equipamentosteca-dentroA Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) estima que, no período de 2013 a 2017, serão investidos aproximadamente R$ 680,9 milhões nos Tecas (termina is de logística de carga). A quantia será destinada às obras para novos terminais de carga, reforma, ampliação, além de modernização dos já existentes e aquisição de novos equipamentos.
Desse montante, cerca de R$ 190 milhões são provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), valor que será repassado para os terminais de Joinville (SC), Confins (MG), Galeão (RJ) e Vitória (ES).
Em 2013, o planejamento da Infraero para os 31 Tecas da rede prevê investimentos de R$ 50 milhões. Neste ano, serão contemplados terminais como os de Vitória, Galeão, Recife (PE), Palmas (TO), Manaus (AM), Aracaju (SE), Salvador (BA) e Goiânia (GO).
Já no ano que vem, alguns terminais terão a capacidade ampliada. A unidade aeroportuária de Vitória, por exemplo, passará a cantar com um novo complexo logístico, enquanto que a de Curitiba receberá um novo transelevador e o de Navegantes (SC) terá seu terminal de carga reformado e ampliado. Em Goiânia, além do Teca receber um transelevador, será construído um segundo terminal de carga.
Tarifa reduzida em João Pessoa
No mês de março, a Infraero aprovou a mudança no índice de desconto aplicado na flexibilização tarifária (implantada em 2012) para as empresas que migrarem suas cargas importadas via modal marítimo para nacionalização no Terminal de Logística de Carga do Aeroporto Internacional de João Pessoa.
O projeto consiste em fornecer alternativas aos importadores para realização de trânsito aduaneiro de cargas recebidas nos portos brasileiros, para nacionalização naquele aeroporto, o que possibilitará mais agilidade e redução de custos logísticos.
Confira abaixo a tabela de descontos:
tabela-aeroporto
Investimento bilionário
A partir de 2014, a Infraero planeja aplicar R$ 2,2 bilhões por ano na construção, reforma e ampliação de 270 aeroportos regionais. O dinheiro viria da operação dos três grandes terminais privados do Brasil, que são Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF), nos quais a estatal possui 9% de participação.
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, as concessionárias dos três aeroportos pagarão os dividendos ao Fnac (Fundo Nacional da Aviação Civil), e esses recursos serão aplicados pela Infraero nos pequenos aeroportos regionais.
Em termos de receita operacional, a Infraero mantinha 95% dos aeroportos do País, até o início de 2011. Após a privatização de Confins e Galeão, prevista para o fim de 2013, a Infraero terá menos de 51% de toda a malha aérea.

Jundiá adquire ônibus rodoviários Scania para linhas em Mato Grosso.

Para os serviços serão 24 unidades com motor dianteiro. No interior Paulista, a companhia opera com 42 ônibus urbanos com motor na A empresa de ônibus Jundiá anunciou a compra de 24 chassis de ônibus Scania para a operação de linhas intermunicipais no estado do Mato Grosso.

A companhia participou em maio do ano passado da licitação dos transportes aberta pelo estado. A Jundiá comprou ônibus de motor dianteiro para estes serviços, modelo Scania F 250 HZ. A companhia também vai operar com modelos de serviço leito em trajetos de até 300 quilômetros. Ao todo, a Scania deve entregar mais de 100 chassis de diferentes modelos nos próximos meses no estado de Mato Grosso.

Além destes modelos, a empresa de André Abi Chedid adquiriu 42 ônibus urbanos, encarroçados pela Neobus, modelo Mega, também com chassi Scania de motor dianteiro F 250 NZ.

Algumas unidades operam desde abril, No total, 16 ônibus são para Itapeva e 26 para a cidade de Mairinque. Os modelos urbanos possuem 12,6 metros de comprimento e capacidade para 87 passageiros, dos quais 46 sentados e 40 em pé, além de espaço para fixação de cadeira de rodas ou cão guia que acompanha quem possui deficiência visual.

Os investimentos totais da Jundiá na compra dos chassis foram de R$ 25 milhões, sendo R$ 12 milhões para os veículos urbanos.

Com 250 cavalos de potência, motor de 9 litros, transmissão ZF manual de seis marchas, o preço do chassi urbano F 250 NZ parte de R$ 155 mil.

Além da Jundiá, outras empresas de transportes aderiram ao modelo. O Grupo Comporte comprou 20 unidades e o JSL adquiriu 24 veículos.

A Scania pretende até 2015 fabricar mil unidades do modelo por ano e aumentar sua participação no segmento de ônibus urbanos com motor dianteiro, que é o maior do mercado nacional de ônibus.
 frente

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Anac suspende mais de 90 aeronaves após fiscalização em SP.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu a operação de 92 aeronaves de pequeno e médio porte em São Paulo, durante fiscalização realizada entre os dias 7 e 10 de maio. A chamada 5ª Operação Especial de Fiscalização abordou mais de 350 aerovanes - entre táxis aéreos, helicópteros e aviões privados - em seis aeroportos do estado, além de pontos em Atibaia e no Condomínio Vale Eldorado, interior de São Paulo.
De acordo com a Anac, a operação ocorreu em conjunto com a Receita Federal, Polícia Federal e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), sob a coordenação da Secretaria de Aviação Civil. Foram detectadas irregularidades como alterações de características da aeronave sem conhecimento da Anac, problemas com documentações de aeronaves e manutenção inadequada, que poderiam comprometer a segurança de voo.
Após o registro de cada infração e a notificação do responsável, caberá recurso, segundo a Anac. A empresa ou pessoa responsável pela aeronave poderá ser multada ou até perder o direito de voar.
Foram fiscalizados nesta operação os aeroportos de Congonhas, Campo de Marte, Jundiaí, Sorocaba, Amarais e Bragança Paulista. Durante a ação, o Comando da Aeronáutica monitorou o cumprimento das regras de tráfego aéreo e dos perfis dos voos. No total, 3.433 planos de voo foram fiscalizados e 26 apresentaram algum tipo de irregularidade.
Operações especiais
A Anac realiza operações especiais desde janeiro deste ano, com o objetivo de identificar irregularidades e aeronaves consideradas de aviação geral. Já ocorreram fiscalizações no Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Oeste de São Paulo, e Manaus. Outras operações estão previstas para 2013.

domingo, 12 de maio de 2013

BMW 528i adota motor menor, mas mantém reputação intacta.


Bloco 2.0 turbo, com 245 cavalos, põe em xeque existência do 6 cilindros.
Luxo e conforto foram mantidos, mas paddle shift é ausência lamentável.
BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)Assim como a China e as mulheres, os motores de 2 litros turbinados vão dominar o mundo. Quase todas as fabricantes têm um. Volkswagen e Audi animam donos de hatches médios, sedãs, peruas e até SUVs com seu 2.0 TFSI, de 211 cavalos – a Volvo faz o mesmo, mas com um propulsor de 240 cv. O Land Rover Evoque, atual queridinho dos endinheirados descolados, encanta ingleses, alemães e brasileiros graças, além do design, a um 2.0 sobrealimentado (240 cv). Já a Mercedes-Benz escolheu para o CLA, principal lançamento da marca nos últimos anos, justamente um 2 litros turbo, de 211 cv.Por ora, tal combinação é a que tem se revelado como mais certeira na sonhada (e agora mais realista) tarefa de aliar desempenho a economia de combustível – o já bem conhecido downsizing.

A BMW também tem o seu, e usa e abusa do bloco de 1.997 cm³. O versátil motor, apoiado na tecnologia Twin Scroll (com turbina única de geometria variável e saída dupla) e gerador de 184 a 245 cv, presta seus serviços ao compacto Série 1, aos SUVs X1 e X3 e ao sedã Série 3. Supunha-se que este último fosse o limite: um sedã médio, de 4,62 m, é o máximo que um motor de 4 cilindros pode empurrar satisfatoriamente.
Só que o Série 5, com seus 4,90 m, 2,97 m de entreeixos e uma carreira consolidada sobre blocos de 6 e 8 cilindros, mostra que sedãs executivos não serão penalizados ou esquecidos por conta da era do downsizing – irreversível, certamente –, mas sim beneficiados por ela. Uma amostra disso está nos números: o 528i atual, com o 2.0 16V de 245 cv e 35,7 kgfm de torque, substitui o antigo, dotado de um 3.0 de 6 cilindros de 230 cv e 27,6 kgfm, com mais potência e menor consumo.
Não que seja a primeira vez que o Série 5 leva sob o capô um bloco de 4 cilindros. Desde a 1ª geração, de 1972, a marca oferece uma opção mais comedida do sedã, que invariavelmente sempre exerceu o papel de coadjuvante. Dessa vez, no entanto, a chance de assumir o papel de protagonista é grande.
Consumo x status
A aposta num motor menor, universalmente, tem como propósito a redução do consumo de combustível. No segmento premium do mercado brasileiro, porém, consumir menos gasolina não é um objetivo, e sim uma consequência de pouca relevância. Donos de Série 5, que desembolsam R$ 224.950 pela versão 528i, não se importam com a conta alta do posto. Se importam, sim, com o status de ter um sedã executivo que esbofeteia a cara de admiradores, deixando claro que aqui tem dinheiro, classe e poder.
Nisso, o intermediário Série 5 (há ainda o presidenciável Série 7), seja com motor de um, dois, três ou quatro litros, com ou sem turbo, continua mestre. Desde o trânsito até à porta do restaurante, o respeito e admiração por quem está dentro do carro são notórios.
BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)
E a adoção de um motor menor não significa que o luxo interno também diminui. Dos tapetes de veludo, passando pelo banco do motorista com ajustes elétricos e memória até o sistema de som de alta definição, tudo remete a altos níveis de requinte. Alguém que apelide o 528i de “Série 5 de pobre” estará provando que não entende de automóveis e, logicamente, que nunca entrou no carro.
A BMW pode não ser a mais brilhante na hora de elaborar um interior impactante, onde seu maior lampejo de criatividade é a alavanca de câmbio; ou ter adotado uma alternativa previsível e conservadora ao oferecer praticamente a mesma cabine para todos os modelos. Mas é uma das marcas mais competentes em conceber uma posição de guiar perfeita, com a relação entre volante, pedais e banco incorrigível.
Atrás, conforto e espaço em grau condizente com os anseios dos executivos que optarem por ter motorista e lá fizerem a maioria dos seus trajetos. Quanto ao visual, praticamente não há prejuízo em relação às versões mais caras. As rodas, de 18 polegadas, poderiam bem servir ao 535i, este montado num conjunto de 19 polegadas. Há quem diga que a atual geração tem estilo menos ousado que a anterior.
Como anda
245 cavalos de potência com média de 11,8 km/l sempre pareceu uma combinação quase utópica – sobretudo num carro desse porte. Pois unir números teoricamente antagônicos acaba sendo rotineiro para o 528i. A média combinada (estrada e cidade) alcançada pelo G1está longe dos otimistas 14,7 km/l divulgados pela BMW, mas ainda assim satisfaz quem espera um consumo mais comedido.
Têm responsabilidade nesse número o Start/Stop e o sistema Eco Pro, que muda os parâmetros de condução do veículo. Mas se este último recurso funciona de forma suave – embora o condutor sinta que perdeu o tempero do modo Sport tanto no volante quanto na suspensão e no acelerador –, o primeiro vibra expressivamente a cada vez que desliga e religa o motor no anda e para do insano trânsito urbano (paulistano, no caso). Basta uma hora ao volante para que o motorista desligue o sistema e se sinta aliviado (muito mais do que culpado por abrir mão de uma economia extra que, no fim das contas, representa pouco no cômputo total).
Bom moço na hora de beber gasolina, o 528i não se esquece de andar forte, mesmo com dois cilindros a menos. A oferta total dos 35,7 kgfm de torque aparece cedo, em 1.250 rpm. Há uma leve perda de força em altos giros na comparação com o 6 cilindros, mas o primoroso câmbio de oito marchas faz trocas rápidas e devolve o motor à rotação mais vigorosa.
Outra perda em relação ao “6 em linha” é o ronco, de muito mais personalidade e sedução no propulsor maior.
Apesar do tamanho, o 528i também sabe fazer curvas. Mas desligar seus controles é assumir que haverá “braço” o bastante para domar uma traseira que não se intimidará em sair do trilho. A direção de respostas afiadas também dá o tom numa tocada mais esportiva.
Portanto, há, além de economia, prazer ao volante. Ainda que vergonhosamente o 528i não ofereça paddle shifts atrás do volante. Se tal equipamento já faz falta no 118i, a ausência num automóvel de R$ 224.950 é ainda mais decepcionante.
Família democrática
A estreia do novo 528i levou a família a um rearranjo por aqui. O 550i, que começava em R$ 464,5 mil, sai de cena. Para os puristas que ainda preferirem um motor de 6 cilindros, o 535i, de 306 cv, 40,8 kgfm de torque e custando R$ 284.950, foi mantido. E o M5 segue como topo de gama, com seu V8 de 560 cv e etiqueta de R$ 529.950.
E assim fica a oferta do Série 5: do mais comedido ao mais brutal sem manchas na reputação.
BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)BMW 528i (Foto: Flavio Moraes / G1)

sábado, 11 de maio de 2013

Avião de carga pega fogo em aeroporto da Indonésia.

Um avião de carga que transportava óleo pegou fogo quando era descarregado em um aeroporto da Indonésia nesta quarta-feira (8). Pelo menos uma pessoa ficou ferida.Avião que transportava óleo pega fogo em aeroporto da Indonésia; incêndio começou quando aeronave era descarregada (Foto: AP)Fortes chamas foram vistas no avião após o incêndio começar – o fogo foi iniciado depois que um barril com óleo caiu da aeronave enquanto era descarregado, segundo o Ministério dos Transportes. Bambang Ervan, porta-voz do ministério, disse que o tambor causou o fogo no avião, que estava no aeroporto da cidade de Wamena.
A polícia local informou que bombeiros começaram a extinguir as chamas rapidamente, mas o trabalho só terminou depois de duas horas. Testemunhas disseram ter ouvido uma explosão durante o incêndio.Fogo começou depois que tambor carregado com óleo caiu da aeronave (Foto: AP)Uma investigação envolvendo pelo menos sete pessoa foi iniciada. Piloto e copiloto serão ouvidos.
A única vítima seria um funcionário do aeroporto.Bombeiros tentam combater chamas em avião na Indonésia (Foto: AP)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Com guitarrista fora da turnê, Jon Bon Jovi nega briga por dinheiro.

Richie Sambora e Jon Bon Jovi se apresentam em Nova York em dezembro de 2012Jon Bon Jovi negou que o guitarrista Richie Sambora esteja fora da nova turnê do Bon Jovi por desentendimentos ou brigas por dinheiro.

"Não acredite no que você lê no "TMZ", porque isso é a coisa mais distante da verdade", disse o vocalista ao jornal "Austin American-Statesman".

O site de fofocas chegou a noticiar, semana passada, que o guitarrista tinha deixado a turnê após brigar com Jon Bon Jovi por dinheiro.

Oficialmente, a banda apenas divulgou uma nota dizendo que Richie estava fora das apresentações por "problemas pessoais".

"Eu acho que Richie está indo bem. Ficamos surpresos", acrescentou Jon Bon Jovi. "Tivemos um telefonema dizendo que ele não estaria lá no dia do show. É uma questão pessoal."

Sambora não revelou detalhes por trás de sua saída da turnê, mas agradeceu aos fãs pelo apoio durante sua ausência nos shows.

"Obrigado a todos por sua preocupação. Estou bem, mas tive que ficar em Los Angeles para cuidar de um assunto pessoal. Amo vocês e nos veremos muito em breve", escreveu no Twitter.

Bon Jovi fará shows no Reino Unido no verão europeu, em Londres e na Irlanda. Fontes afirmam que Sambora estará de volta ao posto até lá.

Primeiras impressões: Toyota RAV4 2.0 4x2 e 2.5 4x4.

Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)Basta encarar por dez segundos o novo RAV4 e dar duas voltas no quarteirão para se ter uma noção de como será a próxima geração do Corolla, que estreia por aqui no ano que vem. A explicação é simples: a Toyota vai, paulatinamente, aplicando a nova diretriz estética em todos seus veículos ao redor do mundo e, em território brasileiro, começa com o SUV. No mais, uma das novidades mecânicas nesta quarta geração do RAV4 será, fatalmente, aplicada no sedã.
Além do novo visual, o RAV4 estreia novos motores: o 2.0, de 145 cavalos e 19,1 kgfm de torque, vem acoplado a uma transmissão do tipo CVT; já o 2.5 vem com 179 cv e 23,8 kgfm de torque, combinado a um câmbio automático de seis marchas. Mais uma vez, enxerga-se o Corolla nas entrelinhas: assim como o SUV abandonou o arcaico câmbio de quatro marchas, o sedã fará o mesmo, usando o mesmo equipamento de seis velocidadesAr-condicionado digital sim, GPS não
Por R$ 96,9 mil, a versão de entrada do RAV4, 2.0 4x2, traz entre os principais equipamentos ar-condicionado, direção hidráulica, CD player com conexão Bluetooth, USB e auxiliar; volante e manopla do câmbio em couro, volante com comandos do rádio, airbag duplo, faróis de neblina, sensor de estacionamento e ABS com distribuição eletrônica de força de frenagem (EBD) e sistema de assistência em frenagem de emergência (BAS).
Saltar para a configuração 2.0 4x4 não significa necessariamente preferência por um carro com tração nas quatro rodas. Aliás, o equipamento mais inútil para 99% dos futuros proprietários do RAV4 (e seus concorrentes, logicamente) é a tração 4x4. Custando R$ 109,9 mil, o que a configuração intermediária acrescenta de relevante para esses clientes são justamente itens que aumentam o conforto dos ocupantes, como ar-condicionado digital dual zone, tela de 6,1 polegadas que agrega sistema de som e câmera de ré, bancos dianteiros com aquecimento (sendo o do motorista ajustável eletricamente), revestimento interno em couro, controle de velocidade de cruzeiro, retrovisor interno eletrocrômico, destravamento das portas por proximidade da chave e sistema de ignição por botão. A segurança também aumenta, com airbags laterais e de cortina.
No RAV4 topo de linha, que custa R$ 119,9 mil, o único elemento acrescentado à lista de equipamentos é o teto solar elétrico. O diferencial, mesmo, é o motor 2.5 e o câmbio automático, e não CVT.
Embora seja um rol de itens satisfatório, falta um componente cada vez mais elementar, especialmente nessa faixa de preço: mesmo na versão mais cara, não há GPS, utilidade presente nos rivais Honda CR-V, Hyundai iX35 e Kia Sportage.
Impressões
Após cerca de 200 km em companhia da quarta geração do RAV4, é clara sua evolução em relação ao modelo aposentado (constatação aparentemente óbvia, mas que vez ou outro foge à regra). O novo RAV4 não é apenas melhor que o antigo, mas muito melhor. A começar pelo estilo mais esportivo, esguio e que tem como principal virtude a abolição do estepe pendurado na porta traseira. Além de criar um visual mais limpo, é menos prejudicial em caso de colisão traseira.
Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)
Internamente, encontra-se acabamento caprichado, embora de apresentação discreta. Os materiais escolhidos são de boa qualidade, especialmente o revestimento do banco, quando em tecido. Não à toa, há uma notória semelhança com o arquirrival CR-Vem relação à disposição dos equipamentos (repare na posição do ar-condicionado, por exemplo), tamanho das peças e escolha dos revestimentos. O volante tem praticamente os mesmos adornos e tamanho de botões.
O painel tem ótima visualização – outro item parecidíssimo com o existente no CR-V –, com um enorme velocímetro ao centro. Sua leitura é fácil e a iluminação, exemplar. O que não se pode dizer do display do sistema de som da versão 2.0, de visualização praticamente impossível durante o dia.
A ergonomia também melhorou, graças a uma posição mais verticalizada na nova geração. O pequeno curso dos ajustes de altura e profundidade do volante, no entanto, não evoluiu. Destaque para o amplo espaço, inclusive no banco traseiro – mas que, assim como na frente, é ideal apenas para dois ocupantes.
2.0 ou 2.5?
É mais fácil argumentar a favor do motor 2.5 (experimentado pelo G1 por cerca de 60 km, em trecho apenas rodoviário), por ser consideravelmente mais potente que o 2.0 e casado com um câmbio mais adequado ao gosto de quem aprecia uma condução mais esportiva. Mas a Toyota está certa em imaginar que apenas 10% dos clientes do novo RAV4 vão fazer questão da versão com mais motor.
Isso porque o 2.0 com transmissão CVT, embora insosso, atenderá o propósito do público do RAV4. Seus pecados, afinal, não são tão graves para um carro dessa proposta: no modo manual, há um incômodo atraso entre o comando da alavanca e a efetiva troca da marcha. Sem contar uma leve desobediência quando o condutor decide passar uma marcha antes do que o sistema acha mais adequado. E não adianta insistir.
Na cidade, o CVT dá o troco, garantindo rodar mais suave. A estabilidade e o isolamento acústico também merecem elogios.
A Toyota espera vender 800 unidades do novo RAV4 mensalmente. Marca que equivale à quantia alcançada na soma de 2012 inteiro, ano em que o RAV4 agora aposentado emplacou 822 unidades, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores (Fenabrave). Caso atinja daqui até o final do ano o volume desejado, fechará 2013 com 6.400 vendas. Projetando as previsões para 2014, primeiro ano “cheio” do novo RAV4, serão 9.600 emplacamentos. Ao considerar o desempenho dos rivais em 2012 (e não há indícios de que o mercado de SUVs médios sofrerá declínios) o Toyota ficaria apenas na 4ª posição, atrás de Honda CR-V (14.890 unidades emplacadas no ano passado), Hyundai iX35(11.027) e Chevrolet Captiva (9.907), e à frente apenas do Kia Sportage (9.137).
Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)Toyota RAV4 2013 (Foto: Divulgação)
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